Aparece por aqui sempre que puder!

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Você não é bom o bastante para julgar




Suponha que Deus simplifique o assunto e reduza a Bíblia a um mandamento: “Deves saltar bem alto no ar para que toques a lua”. Não é preciso amar o próximo, nem orar, nem seguir a Jesus; apenas toque a lua pela eficácia de um salto, e você será salvo.

Nunca o faríamos. Pode ser que uns poucos consigam pular trinta ou quarenta centímetros, e outros menos cheguem a cinquenta ou sessenta, porém com a distância que nos separa da lua, ninguém chegaria nem perto.

Ainda que você pudesse pular vinte centímetros mais alto que eu, isto mal constituiria motivo de orgulho. Ora, Deus não nos chamou para tocar a lua, mas bem que poderia tê-lo feito.

Ele ordenou: “Sede perfeitos, como é perfeito o vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5.48). Nenhum de nós pode satisfazer o critério de Deus.

Como resultado, ninguém de nós merece vestir a toga, sentar-se na cadeira do juiz e julgar os outros. Por quê? Não somos bons o bastante.

Um pode pular um metro, e você, dois metros, mas comparado as 230.000 metros restantes, quem pode orgulhar-se?

A simples ideia chega a ser cômica. Nós, os que saltamos trinta centímetros, olhamos o companheiro que pulou dois centímetros, e dizemos: “Que pulo ruim”.

Por que nos ocupamos com tais acusações? É uma manobra. Enquanto estou pensando em sua fraqueza, não tenho de pensar na minha, enquanto estou olhando seu pulo fraco, não tenho de ser honesto com o meu próprio salto.

É a estratégia universal da impunidade. Todas as crianças a usam. Se eu puder deixar papai mais bravo com meu irmão do que comigo, sairei livre.

Então, acuso. Comparo. Em vez de admitir minhas próprias faltas, encontro falhas nos outros. O jeito mais fácil de justificar os erros em minha casa é achar erros piores na casa de meu vizinho.

Tal artifício não funciona com Deus. 

Deus não se deixa levar tão facilmente. Ele enxerga claro através da fumaça, e o pega pelo que você fez. Você não acha que, pelo simples fato de apontar o dedo para outra pessoa, irá desviar a severidade divina de sobre você, acha?

Ou pensa que, só porque Ele é um Deus tão bondoso, vai deixar você de fora? Melhor pensar nisto desde o princípio. Deus é bom, porém não é bobo. Em sua bondade, Ele toma-nos firmemente pela mão, e leva-nos a uma mudança radical de vida (Rm 2.2-4).

Não somos bons o bastante para julgar. Pode o faminto acusar o mendigo? Pode o doente zombar da enfermidade? Pode o cego julgar o surdo? Pode o pecador acusar o pecador? Não. Apenas Um pode julgar, e este Um não está escrevendo nem lendo este texto.

Deus te abençoe!


Razão 1- Não somos bons o bastante, Livro:“Nas garras da graça -Max lucado”,Adaptado por Patrickh Santos

0 comentários:

Postar um comentário

COMENTA AÊ!

Seu comentario será postado assim que for moderado!

Twitter Facebook Favorites More